Serviços 2019-03-12T14:23:11-03:00

SERVIÇOS

Indução da ovulação

A indução da ovulação, conhecida também como coito programado, é uma técnica de baixa complexidade. Visa a indução da ovulação que consiste na utilização de medicações hormonais que atuam diretamente no ovário, estimulando-o a produzir óvulos capazes de serem fecundados. A gravidez por indução da ovulação pode ser atingida em casais que têm pequenas alterações que serão corrigidas com a orientação médica. Assim, pacientes que não produzem o folículo dominante, tem muco inadequado, não ovulam, tem produção deficiente de progesterona, podem ser medicadas e programar o dia da relação sexual para que a gravidez ocorra.

Avaliação do casal infértil

Quando o casal suspeita da infertilidade, é importante buscar ajuda especializada. Assim é possível realizar uma avaliação profunda sobre o casal e através de exames detectar quais são os motivos que impedem a gravidez natural.
Cada sexo possui características próprias que propiciam a concepção. Alterações nessas características impedem a gravidez e devem ser diagnosticadas e tratadas. Na maioria dos casos, o médico especialista consegue descobrir qual é a causa da infertilidade através de exames.
Homens
Para um homem ser considerado fértil, a produção de espermatozoides pelos testículos deve ser adequada, tanto em quantidade de gametas quanto em qualidade.
Os exames diagnósticos mais frequentes para o público masculino são:

  • Espermograma – avalia a quantidade, mobilidade e forma dos espermatozoides através de análise laboratorial de amostra de sêmen. Geralmente a amostra é obtida através da masturbação.
  • Dosagem Hormonal – através de amostra de sangue, este exame determina os
    níveis de testosterona e outros hormônios masculinos presentes no organismo
    do indivíduo.
  • Ultrassom transretal e escrotal – através de ultrassonografia da região é
    possível diagnosticar certas condições como ejaculação retrógrada e obstrução
    do ducto ejaculatório.

Mulheres
Para uma mulher ser fértil, a ovulação deve ser periódica e seu trato reprodutivo deve permitir que os óvulos e espermatozoides se encontrem, com seus órgãos
reprodutivos saudáveis e funcionais. Os exames diagnósticos mais frequentes para as mulheres são:

  • Exames para detectar ovulação – através de uma ultrassonografia realizada na fase peri-ovulatória ou um exame de sangue, podem determinar se a mulher
    está ovulando normalmente. O exame de sangue consegue medir o nível hormonal de progesterona no organismo e assim detectar a ovulação.
  • Histerossalpingografia – esse exame consiste em injetar contraste no útero e realizar então uma sequência de radiografias para determinar a cavidade e a
    progressão do contraste através do útero e das trompas de falópio.
  • Dosagem hormonal – pode ser realizada para verificar os níveis de hormônios ovulatórios, assim como dos hormônios da tireóide e hipofisário.
  • Reserva ovariana – alguns exames podem ser realizados para determinar a reserva ovariana. Esta abordagem geralmente começa com testes hormonais
    no início do ciclo menstrual de uma mulher.
  • Cariótipo – o exame pode determinar se há um defeito genético responsável pela infertilidade.
  • Ultrassonografia pélvica – pode ser utilizado para avaliação complementar do trato reprodutor feminino.

Indução da ovulação para coito programado

É um tratamento que envolve o acompanhamento ultrassonográfico do crescimento folicular ovariano ao longo do ciclo menstrual para orientar o casal qual o melhor momento para a relação sexual pensando na obtenção da gravidez. Esse tratamento possibilita a otimização das chances de gravidez por diversos motivos:

Possibilita a realização de um estímulo ovariano leve, geralmente utilizando indutores da ovulação na forma de comprimidos orais. Esse estímulo promove um crescimento de um número maior de folículos dentro do mesmo ciclo menstrual, aumentando o número de óvulos disponíveis para fecundação e aumentando as chances de gravidez. Vale lembrar que algumas mulheres beneficiam-se do uso de medicamentos injetáveis (gonadotrofinas) para o estímulo ovariano.
O acompanhamento ultrassonográfico do ciclo menstrual permite ainda a monitorização do padrão e do crescimento endometrial. Sabemos que o padrão trilaminar e espessura maior que 6 ou 7 mm no momento próximo à ovulação são parâmetros adequados para o sucesso do tratamento. Mulheres com endométrio fino ou espessado podem apresentar dificuldades de implantação do embrião dentro do útero.
Possibilita uma programação antecipada do melhor momento para a relação sexual. Isso pode ser muito útil para orientar o homem do período de abstinência ideal para melhorar os parâmetros do sêmen (aumento da concentração total, porém sem ter prejuízo na perda de motilidade dos espermatozoides). O casal mantém relação sexual no melhor momento ovulatório, otimizando ao máximo
as chances de gravidez.

Inseminação intrauterina

A inseminação artificial, também conhecida como inseminação intrauterina, consiste na introdução de espermatozoides previamente capacitados em laboratório, no útero da paciente submetida a estimulação ovariana. A transferência dos espermatozoides capacitados é realizada através de um cateter sem qualquer anestesia ou internação. Nesta técnica, a fecundação ocorre dentro da tuba uterina imitando o ciclo natural.

Fertilização in-vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas mais conhecidas e consiste na colocação do óvulo e espermazoide frente a frente em laboratório para provocar a fertilização e posterior introdução desse embrião dentro da cavidade uterina.
O processo se inicia com a estimulação à produção de óvulos com uso de hormônios, em seguida, os óvulos são colhidos e fertilizados em laboratório com os espermatozoides capacitados. Após alguns dias, é feita a transferência de embriões para a cavidade uterina da mulher.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

O procedimento ICSI ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides é uma técnica em que uma única célula reprodutiva masculina é introduzida no óvulo com uma finíssima agulha.
A fertilização ocorre em laboratório e os embriões são transplantados depois para o útero. A ICSI foi desenvolvida no início dos anos 90 e tornou-se um dos tratamentos mais populares das clínicas de fertilidade. ICSI ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides é indicado quando os espermatozoides estão “fracos” ou há risco de não ocorrer a fertilização “espontânea” in vitro. Eles são colocados nos óvulos graças a um moderno microscópio (micromanipulador), provocando a fertilização (injeção intracitoplasmática de espematozóide – ICSI). A técnica foi idealizada para casais cujo problema é com o homem, mas hoje ela é amplamente utilizada.

Histeroscopia

A histeroscopia passou a ter seu campo de atuação muito difundido e ampliado, devido à possibilidade de se observar em monitores as imagens do interior do útero. Uma óptica é introduzida através da vagina e chega à cavidade uterina, que é iluminada, propiciando imagens nítidas em alta definição. Assim, pode-se proceder a gravação ou a obtenção de fotos. A histeroscopia pode ser diagnóstica ou cirúrgica.

  • Histeroscopia diagnóstica

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada em ambulatório hospitalar ou no consultório médico, indicada para identificar e investigar possíveis alterações intra- uterinas. Um exame simples, utilizado para visualização e inspeção do interior da cavidade uterina.

  • Histeroscopia cirúrgica
    A histeroscopia cirúrgica é realizada em um centro cirúrgico com anestesia (raqui ou sedação), pois são utilizados instrumentais mais calibrosos e os procedimentos são mais complexos que na histeroscopia diagnóstica, sendo mais seguro e rápido.

Ultrassonografia para monitorização da ovulação

Exame para avaliação da pelve através do canal vaginal, tendo como objetivo o acompanhamento das alterações ovarianas e uterinas relacionadas à ovulação, de forma a avaliar a ocorrência ou não da ovulação, assim como o período em que a mesma ocorrerá. Não é necessário preparo. A bexiga deve estar vazia.
A ultrassonografia para controle de ovulação está indicada principalmente para as pacientes que utilizam medicamentos para estimular ovulação ou mesmo para aumentar as chances de gestação em ciclos sem indutores. Possibilita também acompanhar o crescimento dos folículos (estruturas no interior dos ovários que sofrem ação hormonal produzindo óvulos), até o rompimento dos mesmos (ovulação), bem como avaliar o endométrio (porção interna do útero) e a presença de muco no canal do colo uterino. Dessa forma, oportuniza prever os dias mais adequados para ter relações sexuais com a finalidade de engravidar.

Laboratório de sêmen:

Capacitação espermática

A capacitação espermática consiste em selecionar aqueles espermatozóides com maior motilidade mediante a eliminação do plasma seminal
(que contém substâncias inibidoras da motilidade), e os espermatozóides imóveis, junto com as células imaturas e detritos. O aumento da motilidade espermática favorece a sua penetração no óvulo.

Punção aspirativa de epidídimo e testículo

Em pacientes vasectomizados é indicado a Punção de Epidídimo nos casos de ozoospermias obstrutivas (pós vasectomia obstrução traumáticas, congênitas e infectosos) ausência de ejaculação por comprometimento medular (neuropatia diabética, paraplégico, tetraplégicos, impotência sexual). Em alguns casos é realizado biópsia testicular.

Banco de sêmen:

Congelamento de sêmen é indicado para o homem que deseja preservar sua fertilidade quando for se submeter a situações em que a capacidade reprodutiva pode ser colocada em risco, como a vasectomia ou tratamento de câncer. A técnica é simples e o material coletado fica protegido em um banco de sêmen, o qual mantém espermatozoides criopreservados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado, para serem utilizados quando o paciente optar, em inseminações artificiais ou outras técnicas de reprodução assistida.

Laboratório de embriologia:

Criopreservação

A criopreservação é uma técnica de congelamento de células e tecidos biológicos, como espermatozoides, óvulos, tecido ovariano e embriões, em
uma temperatura de 196 o C negativos, a fim de que possam ser utilizados posteriormente. A criopreservação é indicada para preservar materiais coletados e ainda não utilizados em procedimentos como a FIV, e podem ser utilizados futuramente.
Assim, casais em tratamento para infertilidade com as técnicas de Reprodução Assistida e que tenham uma quantidade excedente de embriões, óvulos e espermatozóides, podem mantê-los congelados para uso posterior, tanto para o caso de não haver gravidez (tornando desnecessário uma nova indução da ovulação) quanto para o caso de haver a gravidez e os casais desejarem um novo filho.
Mulheres e Homens que precisam se submeter a tratamento para Câncer, como Quimioterapia, Radioterapia ou cirurgia, podem ter seu futuro reprodutivo comprometido pelo tratamento. Para aqueles que não tem sua prole definida, a criopreservação é uma ótima alternativa.
Mulheres que desejam adiar a gravidez por motivos profissionais ou pessoais, também podem preservar seus óvulos e com isso minimizar os efeitos do tempo sobre a qualidade e quantidade de óvulos, uma vez que a mulher não produz óvulos. Com o passar dos anos (a partir dos 35 anos) a mudança na qualidade e diminuição na quantidade irá comprometer a chance de gravidez.

Programa de imunologia da reprodução:

Aborto recorrente, Falhas de FIV ou ICSI – O Aborto de Repetição e a Falha de Implantação na Fertilização in vitro são dois grandes desafios da reprodução humana na atualidade e atingem de 15% a 20% das mulheres. Avaliar, tratar e concretizar uma gestação saudável para mães e bebês são os grandes compromissos da Vivitá com suas pacientes.
O aborto é considerado “de repetição” quando a mulher sofre uma interrupção espontânea da gestação 3 vezes consecutivas, enquanto a Falha de implantação é uma ocorrência em que um embrião saudável, ao ser transferido para o útero também saudável, não resulta em um teste de gravidez (beta- HCG) positivo.

Apesar de se tratar de duas situações extremamente indesejadas e frustrantes, é preciso saber que qualquer mulher que engravida, seja naturalmente ou por meio de um tratamento de Reprodução Humana, pode sofrer um aborto e que o fato de isso acontecer uma vez não significa que acontecerá novamente.
A perda gestacional é um acontecimento triste para o casal e também para a nossa equipe, que trabalha com muito carinho e seriedade para que o desenvolvimento da gravidez aconteça de maneira bem-sucedida. Quando acontece uma perda gestacional, várias investigações são realizadas para determinar as possíveis causas da falha já no primeiro evento, pois essa conduta, em muitos casos, pode evitar futuras perdas.

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Entendendo a endometriose.